A bússola da vida

by - julho 02, 2012



Eu estava andando em meio a algum lugar e parei quando alguém pegou em meus braços. Senti uma sensação estranha, sabe. Como se esse alguém quisesse me avisar alguma coisa. Mas foi tarde demais. O coração é bobo demais e a sensação vai além de nossos pensamentos.

A maioria deles não se importam com o que eu sinto. E isso doi. Doi amargamente em mim. A verdade é que quando eu quero, não dá certo. E quando eu não quero, dá certo. Ah, essa bússola anda meio desorientada. Ou sou eu que ando errando meu caminho.

Dizem que é destino. Se tropeçarmos em alguém por acaso e, por acaso também, esse alguém se torna especial, dizem que é destino. Se eu conheço o garoto com um sorriso estranho, com um olhar encantador e uma voz de arrepiar, dizem que é destino. Mas eu já não tenho tanta certeza assim.

O destino somos nós que construimos, mas vivemos a vida construindo palavras e ações que não existem. Deveríamos nos perguntar por que alguém foi colocado em nosso caminho e não deveríamos ter conclusões tão precipitadas quanto ao destino. Destino é uma palavra forte demais para pessoas que não significam quase nada. Aprenda que foi por acaso. Exclua a palavra destino do seu dicionário.

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3 comentários

  1. Oi, acabei de encontrar seu blog não sei como. rs
    Achei a coisa mais linda! Ja ta na minha barra de favoritos e acompanharei! bjos

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  2. Antes de culparmos o destino, deveríamos culpar nossos corações sonhadores e nossos cérebros idealizadores de perfeições. Sempre (ou quase sempre) quem leva a culpa é nosso ser amado e idealizado, mas culpa é nossa, por cobrarmos perfeição de um ser tão imperfeito quanto cada um de nós, um simples ser humano.
    #filosofei hahahaha
    Amei o texto Karine, e eu te entendo P-E-R-F-E-I-T-A-M-E-N-T-E, é a vida, né?
    Beeeijos

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