Como um fim de tarde

by - setembro 11, 2012





Como um fim. Mas você saberia como tudo isso iria acontecer, só não sabia de que forma. Mas, de qualquer maneira, você já sabe, né? Engraçado como tudo isso é tão lastimável e, ao mesmo tempo, felicitante e doloroso. Sinceramente? Essa palavra é única na minha vida, porque pessoas sempre são dolorosas.

Fim, eternamente o fim. O fim de nada. Incrível, porque eu nunca pensei que pudesse existir o fim de alguma coisa que nada aconteceu. Mas era tão previsível, que eu já sabia antes mesmo de ficar assim. Calma, que tudo isso é sem importância, menina. O fim se abre pra novos começos e você já deveria saber disso.

Vou caminhar novamente pelas ruas e olhar para os caras estranhos me sentindo só mais uma. Vou esperar na parada o primeiro ônibus pra faculdade e, novamente, vou me perder em meus pensamentos. Vou topar no primeiro casal que ousar me olhar e simplesmente pensar porque tudo aquilo poderia ser tão simples, mas nada é. As pessoas se preenchem de outros alguéns.

Cair no primeiro abraço e me encantar pelo primeiro sorriso. Afinal, quem não se atreve a viver de alguéns tão imprevisíveis assim? Vida, que ainda consegue me entristecer depois de tantas quedas.

Prazer, vida.

Um adeus para o fim.

E um "welcome" para os inícios.

Não vou permitir que outro alguém chute meus sentimentos, como num fim de jogo, que o jogador sente raiva porque perdeu a partida. Não vou permitir que mais pessoas entrem na minha vida. Vou parar de me importar com os sentimentos dos outros. Afinal, não se importam com o meu. Idiotas!

Vou me ocupar com amor de verdade. Vou me ocupar cem por cento com coisas que serão minhas eternamente. Vou me ocupar com o amor. Amor. Não com vocês imprevisíveis.

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