Na (quase) estrada

by - outubro 30, 2012



Depois de ter tropeçado e derrubado os livros no chão (como sempre), sai de casa e não levei nada como de costume. Fui pra um lugar onde eu poderia espantar meus medos, conversar sozinha e o melhor: em voz alta. Nada como pegar um par de chinelos e sentar na areia e sentir - mesmo que sozinha - que há bons ares.

Aliás, pra ser sincera, eu não recordo de ter feito isso acompanhada. E talvez, por esse motivo, goste tanto de observar a linha tênue entre o céu e o mar sozinha. Posso ser sincera? Sempre quando faço isso penso no meu presente e o meu futuro. Ótimo! Mais um ponto pra mim que acaba de ter a certeza (muito mais que absoluta, nesse caso) que as impossibilidades só existem quando nós criamos.

Adoro a arte de estar sozinha e, ao mesmo tempo, estar acompanhada de si. É como se sentir completa por inteiro. E não precisar de mais nada. Porque a sua presença já bastaria. E é claro - o mar. O dono da melhor companhia para as aparentes solidões.

PS: É incrível como eu não sei "casar" título e textos. Se você for parar para pensar, o título é o fim e os textos são os meios. Talvez me entender não esteja escrito nos textos, mas se você ler bastante a imagem e o título, acabará por entender o que eu realmente quero passar. Seria legal se eu passasse a escrever mais sobre o título e a imagem, mas eu estaria sendo explícita a ponto de não me tornar a incógnita que eu sou hoje. E quer saber?

Prefiro as conotações.

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2 comentários

  1. Preciso lembrar-te que o que é inexistente aos olhos dos outros é o que mais nos dá a sensação de prazer, por sermos nós os únicos a perceber. Não culpe-se por deixar a imagem ou o tema ou o título se perderem no desenrolar da escrita, é o que te torna dinâmica e sincera. Aprecio-te, aliás, como pessoa e como escritora.

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  2. AWN ♥ Morri com teu comentário agora.

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