Adeus ao velho!

by - novembro 09, 2012



Como um nome deixou de ser tão importante pra mim. Percebi hoje que, pela primeira vez, esqueci de algo que, antes, era tão importante. Seria idiota se eu dissesse que até ano passado eu fazia questão de lembrar desse dia. Mas ainda bem que tudo acabou. Esse ciclo resolveu por um fim nessa situação antiga.

E hoje, pela primeira vez, fiquei feliz por mim em saber que algumas coisas vão embora. Não tive medo de fazer com que aquela minha decisão (a de deixar) se tornasse crucial para hoje estar tudo bem. Agora eu digo com toda certeza: nunca tive tão bem em toda minha vida. Sabe como é você tentar por anos e anos tirar alguém da sua vida? E, finalmente, você percebeu que deu certo quando passou a esquecer do seu aniversário.

Agora posso cantar aquela música que era sua, sem sentir remorso. Nem saudade. Aliás, o que é saudade mesmo? Olha só como hoje amanheci sorridente, pelo simples fato de ter conseguido ter rasgado todas aquelas cartas, promessas e idealizações. Mas eu continuo com aquela ideia ainda. Não desisti.

Essa admiração toda que eu tinha se transformou em nada mais nada menos que nada. Incrível é relembrar tudo aquilo e saber que aquele sentimento morreu. Finalmente! Percebi que até as lembranças se ecoaram, voaram pra longe. Não me recordo de suas manias, gestos, sua fala. Nem da sua escrita. Nem do link do seu blog, que eu fazia questão de ler todos os dias.

Sabe quando a gente aprende em matemática que todo zero à direita não faz nenhuma diferença? É tipo isso. É tão bom acordar todos os dias e sentir mentalmente, emocionalmente que eu mesma consegui por o fim em tudo. É por isso que acredito cada vez mais que estou perto de conseguir o que eu quero, independente de qualquer coisa.

E só agora as coisas começam a fazer sentido. Esses dias conversando com um amigo falei "tem coisas boas que deixam de acontecer, porque outras melhores virão". Essa frase irá, a partir de hoje, fazer parte da minha vida. E eu, mais uma vez, não terei medo de enfrentar mais nada. Nenhuma dor. Nenhum adeus. Nenhuma carta rasgada. Não terei medo dos tempos ruins. Porque foram eles que me fizeram quem eu sou hoje.

Adeus o que é velho.

Seja bem-vindo o que é novo!

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