Morte Súbita, o novo livro de J.K Rowling!

by - janeiro 07, 2013

jk Feliz dia do leitor, caras leitoras do Nós na Gravata. Após me recuperar das festas de final de ano, aliás um feliz natal e ano novo atrasado, eu venho com a resenha do mais novo livro da J.K Rowling (agora um formato diferente, me contem qual vocês preferem). Fãs de Harry Potter e da autora se preparem, porque o livro é completamente diferente da história do bruxinho (e do que você pode imaginar).

Quando Barry Fairbrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque. A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos…Pagford não é o que parece ser à primeira vista. A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas?

A pergunta é: J.K, é você mesmo? Sim, é ela. É impossível não reconhecer o modo da escrita, contudo é claro que este livro causa muito estranhamento. O livro é pesado e tem como um dos principais assunto a política, até aí tudo bem. Mas aí a gente chega na parte do sexo, palavrões, estupro, corrupção e violência, algumas dessas cenas ainda são um pouco detalhadas. E nessa parte que  a gente pergunta: isso tudo saiu mesmo da cabeça da mulher que escreveu Harry Potter? E não é que saiu?

O livro não gira em torno da morte do Barry, mas sim do impacto que a morte dele causa em Pagford. A morte de Barry não é nada horripilante e não envolve nenhum suspense para descobrir como e quem o matou. Na verdade, Barry era como o rei de Pagford, conhecido e adorado por todos, ou era só aparências? Além disso, quando ele morre deixa uma vaga no Conselho Distrital e é quando a história começa a se desenrolar. Fazer parte do Conselho Distrital é como fazer parte do governo, envolve toda a história de eventos beneficentes e jantares com pessoas importantes. E quem é que não quer fazer parte desta sociedade? Morte Súbita envolve muitos personagens e histórias. E, mesmo com vários personagens com opiniões e pensamentos diferentes, J.K conseguiu traduzir perfeitamente a mente deles. O modo deles agir, raciocinarem e o seu verdadeiro caráter. E antes que eu continue falando da história não posso deixar pedir mais uma salve de palmas para a tia Jo, que conseguiu escrever um livro que conta a história de um vilarejo, ou seja, com muitos personagens e criou uma característica marcante para cada um que não nos faz esquecer quem é quem em nenhum momento. Vale ressaltar que os personagens são completamente reais. Eu ouvi muitos críticos dizerem que tinha algumas passagens clichês, mas é isso que torna o livro real. Se não existem esses clichês da vida, o livro seria mais um daqueles que retratam uma vida impossível. Tudo isso contribui para vermos os personagens como humanos, pessoas comuns que poderiam muito bem ser um dos seus vizinhos. E, como humanos, todos escondem alguns segredos e são julgados por seus atos. Aliás, segredos que serão revelado por um tal de Fantasma de Barry Frairbrother, mas eu não posso mais contar nada. Sem spoiler! Antes de ler o livro você tem que ter consciência que terá que ter uma mente aberta. Como eu afirmei a todo momento da resenha, o tema principal é política, um tema que muita gente prefere passar longe. Todavia não é a todo momento que ouvimos falar do assunto, o grande foco do livro é a vida. Alguém já leu Morte Súbita? Ficou com vontade de ler? Conta para a gente!

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